Indústria do SORVETE avança com dados, transparência e conexão com o consumidor
A indústria do sorvete no Brasil entra em uma nova fase. Com consumidores mais atentos, bem informados e exigentes, informações sobre origem, processos produtivos e impactos dos produtos passam a ser parte da decisão de compra — e da própria experiência de consumo.
Nesse cenário, a Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS) apresenta um novo direcionamento estratégico para os próximos três anos. O foco está na informação qualificada, na padronização de dados e na conexão digital com o consumidor como bases para o crescimento sustentável do setor.
A organização e o compartilhamento de dados ao longo da cadeia de suprimentos ganham papel central. Quando estruturada de forma padronizada, a informação contribui para mais eficiência operacional, redução de perdas, melhor gestão logística e aumento da segurança alimentar.
Esse movimento conta com o apoio da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, responsável por padrões globais de identificação e dados de produtos. A adoção desses padrões permite integrar indústria, varejo e demais elos da cadeia, criando um fluxo de informações mais confiável e consistente.
Outro destaque é o avanço do QR Code padronizado pela GS1 nas embalagens. Mais do que identificar produtos, ele transforma a embalagem em um canal direto de comunicação. Com um único código, o consumidor pode acessar informações sobre ingredientes, processos, alergênicos, orientações de consumo e impactos ambientais.
"A próxima década será marcada pela capacidade das empresas de organizar e compartilhar dados com eficiência. Estamos falando de um novo modelo de relacionamento com o consumidor, baseado em confiança e transparência", afirma Eduardo Weisberg, presidente da ABIS.
Para João Carlos de Oliveira, presidente da GS1 Brasil, a mudança é estrutural. "Com padrões globais, todos os elos da cadeia passam a falar a mesma linguagem. Isso reduz custos, melhora a gestão e amplia a transparência para o consumidor", diz.
Essa transformação ganha destaque na décima edição do Congresso Latino-Americano de Sorvetes e Helados (CLASH), entre 8 e 9 de abril, em São Paulo. Com o tema "Dez anos com o sorvete nutrindo futuros", o evento marca uma década de evolução do setor e reúne representantes da cadeia produtiva para discutir inovação, tendências e os próximos passos da indústria.
Ao longo desses dez anos, o CLASH se consolidou como um dos principais espaços de conteúdo e conexão do setor. Nesta edição, reforça um ponto central: o crescimento sustentável da indústria está diretamente ligado à capacidade de oferecer informação clara, confiável e acessível ao consumidor.
Sobre a ABIS
Fundada em 2002, a Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS) representa toda a cadeia produtiva do segmento, inclusive sorveterias e gelaterias artesanais e tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento contínuo das empresas que compõem o setor.
Por meio da divulgação das vantagens e benefícios do sorvete, ressaltando sempre sua qualidade e seu valor nutritivo, a entidade procura criar condições adequadas para o crescimento das empresas associadas. Atualmente o Brasil contabiliza em torno de 11 mil empresas, de micro, pequeno, médio e grande porte, ligadas à produção e comercialização de sorvete. Deste total, 90% são micro e pequenas empresas.
Com volume de negócios anual em torno de R$15 bilhões de reais, o setor gera 100 mil empregos diretos e 200 mil indiretos. O consumo médio per capita de sorvete no País, de acordo com a última pesquisa registrada pela ABIS ainda é pequeno: é de 5,0 litros/ano.A pesquisa indica o consumo dividido por região: Sudeste (52%), Nordeste (19%), Sul (15%), Centro-Oeste (9%) e Norte (5%).
Como principal representante da cadeia produtiva no País, a ABIS, através de seu presidente, Eduardo Weisberg, preconiza a união de todos em prol do desenvolvimento geral, sejam empresas de maquinário e equipamentos, de insumos, de processamento industrial ou artesanal.
Sobre a Associação Brasileira de Automação - GS1 Brasil
A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil é uma organização multissetorial sem fins lucrativos que atua no país desde 1983. Seu principal propósito é promover mais eficiência e sustentabilidade para os negócios, ao mesmo tempo em que contribui para a segurança e a qualidade de vida da sociedade. Embora seja amplamente reconhecida por atribuir o código de barras presente nas embalagens de produtos, a entidade impulsiona a automação e a padronização de processos, desempenhando um papel essencial no funcionamento da cadeia de abastecimento e no desenvolvimento socioeconômico.
Para os consumidores, os benefícios incluem segurança, transparência nas informações dos produtos, agilidade nas compras e maior interação com fabricantes por meio do QR Code Padrão GS1. A GS1 Brasil conta com mais de 59 mil empresas associadas, que representam 36% do PIB e 12% dos empregos formais e atua em mais de 40 setores da economia, além de fortalecer o relacionamento comercial e a competitividade das empresas. Mais informações aqui.
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