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Fonterra aponta medicamentos para emagrecer como catalisadores de demanda em 2026

A Fonterra, líder global na exportação de laticínios, identificou o aumento do uso de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 (utilizados para controle de diabetes tipo 2 e obesidade) como o principal impulsionador de inovação para o setor de alimentos e bebidas em 2026. Segundo o novo relatório de tendências da cooperativa neozelandesa, a mudança no comportamento de consumo gerada por esses fármacos está reestruturando a demanda por proteínas lácteas de alta densidade nutricional.

Usuários de medicamentos para perda de peso tendem a consumir porções significativamente menores, o que eleva a importância da densidade de nutrientes. A principal preocupação técnica está na manutenção da massa magra, uma vez que a perda de peso rápida pode comprometer o tecido muscular.

Nesse cenário, a Fonterra destaca que as proteínas lácteas levam vantagem sobre as fontes vegetais devido ao seu perfil completo de aminoácidos e funcionalidade superior em aplicações de alto teor proteico. Dados internos da companhia indicam que usuários de GLP-1 consomem quase três vezes mais laticínios proteicos do que a média da população, buscando:

  • Iogurtes de Alta Performance: Produtos com mais de 20g de proteína por porção.
  • Bebidas RTD (Ready-to-Drink): Evolução do padrão de mercado para fórmulas premium contendo entre 30g e 40g de proteína.
  • Ingredientes Funcionais: Uso de WPC (Concentrado de Proteína de Soro de Leite) e WPI (Isolado Proteico) de última geração para garantir textura e solubilidade em formatos compactos.

Tendências emergentes: clean label e o retorno das gorduras saudáveis

O relatório aponta uma mudança estrutural na percepção do consumidor, que se afasta de alimentos ultraprocessados em favor de ingredientes "reais" e minimamente processados. Entre as cinco principais tendências para 2026, destacam-se:

  1. Reabilitação das Gorduras Lácteas (Full-Fat): O conceito de densidade nutricional está trazendo de volta o consumo de leite integral, manteiga e queijos. O foco deixou de ser apenas a contagem calórica para priorizar a saciedade e o valor biológico.
  2. Declínio dos Análogos Plant-based: Observa-se uma redução no lançamento de substitutos vegetais ultraprocessados, enquanto categorias lácteas fortificadas, como creamers de café com proteína, ganham espaço.
  3. Valorização do Grass-fed: Ingredientes provenientes de rebanhos alimentados a pasto são vistos como premium devido ao perfil superior de ômega-3 e vitaminas (A, D e E), alinhando-se à demanda por transparência e sustentabilidade

Créditos foto: Freepik


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