Consumo de BEBIDAS ALCOÓLICAS cai mundialmente, varejo se adapta a nova demanda
Data de publicação: 23/02/2026
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A adesão por uma dieta equilibrada e saudável pelos brasileiros vai além da diminuição do consumo de alimentos ultraprocessados, é o que mostra pesquisa recente realizada pelo Worldpanel by Numerator, que revela que o consumo de cerveja registrou uma queda de 19,4% nos lares. Os dados foram registrados nos 12 meses encerrados em junho de 2025. A redução do consumo foi ainda mais intensa entre as sextas-feiras e domingos, registrando uma queda de 25,4%. Para Leandro Rosadas, especialista em gestão de supermercados, o movimento pode refletir nas gôndolas dos varejistas.
"A cerveja sempre ocupou espaço central nas ocasiões sociais, mas existe hoje uma priorização clara por hábitos mais saudáveis. O consumidor não deixou de celebrar, mas passou a buscar alternativas com menor impacto na rotina e na saúde", analisa Leandro.
Prova disso é o levantamento feito pela IWSR, responsável por revelar que o consumo global de bebidas sem álcool registrou alta de 9% em volume em 2025, além de estimar uma expansão acumulada de 36% entre 2024 e 2029. A pesquisa também apontou que 37% dos compradores de cerveja sem álcool e 40% dos de vinho e destilados sem álcool citam saúde como principal motivação.
Para o varejo, a mudança representa um alerta estratégico. "O setor de bebidas tem peso relevante no faturamento dos supermercados, o ticket médio de bebidas alcoólicas possui um papel relevante no faturamento mensal. Ampliar o mix de opções zero álcool pode compensar a queda nas categorias tradicionais e manter o faturamento elevado.", afirma Rosadas
Ainda de acordo com a pesquisa feita pela Worldpanel by Numerator, outras bebidas, como refrigerantes, sucos e energéticos ampliaram participação em ocasiões de consumo nos lares brasileiros. "O supermercado tem a oportunidade de liderar essa transição de forma equilibrada. Não é sobre excluir categorias, mas sobre ampliar oferta, dar informação e responder ao novo perfil de consumo. Quem se antecipa a esse movimento sai na frente", conclui o especialista.