Funcionais: estudo aponta resposta imunológica rápida do pos-biótico EpiCor
Data de publicação: 17/08/2026
Compartilhar:
Um novo estudo clínico humanizado, publicado na revista científica Frontiers in Nutrition, demonstrou que uma única dose do pós-biótico EpiCor promoveu alterações mensuráveis em biomarcadores imunológicos em poucas horas após o consumo. A pesquisa, conduzida pelo NIS Labs e financiada pela Cargill — fabricante do ingrediente —, avaliou o impacto do fermentado da levedura Saccharomyces cerevisiae na resposta imune aguda. O achado fortalece o embasamento científico para a aplicação do pós-biótico em formulações de nutrição funcional e suplementos alimentares, em um momento de crescente demanda por ingredientes que comprovem seus mecanismos de ação biológica.
O ensaio clínico cruzado, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo envolveu 30 adultos saudáveis com idades entre 18 e 60 anos. Os participantes consumiram uma dose única de 500 mg de EpiCor ou placebo (farinha de arroz) em visitas distintas, com intervalo de lavagem (washout) de uma semana. Amostras de sangue foram coletadas antes da ingestão e após uma, duas e três horas. Os pesquisadores analisaram subpopulações de células imunes circulantes e marcadores de ativação, além de um painel com 27 citocinas, quimiocinas e fatores de crescimento. Em comparação ao placebo, o ingrediente modulou de forma significativa diversos biomarcadores ao longo das três horas: no primeiro intervalo, observou-se redução relevante nos níveis de IFN-γ e IL-1ra; após duas horas, houve quedas significativas nas interleucinas IL-4, IL-7 e IL-8, além de tendências de redução para IL-1β, IL-5 e TNF-α.
A equipe responsável pelo estudo enfatizou que os resultados não indicam uma supressão ampla da atividade imunológica, mas sim uma regulação direcionada a vias inflamatórias específicas, acompanhada pela alteração na distribuição de células T Natural Killer expressando CD25, o que sugere um efeito no tráfego de células imunes. Como hipótese para essa resposta ultra-rápida, os autores sugerem uma sinalização direta entre o trato gastrointestinal e o sistema imune, potencialmente mediada por vias neuroimunes e pelo nervo vago.
Embora o estudo apresente limitações inerentes ao formato de curto prazo e amostra reduzida, o trabalho fornece dados importantes sobre a capacidade do ingrediente atuar como um modulador agudo da sinalização imune e favorece futuras pesquisas.